João desamava Teresa que desamava Raimundo que desamava Maria que desamava Joaquim que desamava Lili que nunca amou mesmo ninguém. João foi para um Reality show, Teresa para a Mundial da graça, Raimundo morreu no 1907 da gol, Maria congelou seus ovários, Joaquim contraiu Influenza A e Lili embarcou num ônibus da Pássaro Verde para entrar em outra história...
VINHO CHILENO QUEIJO SUÍÇO BOSSA NOVAIORQUINA JAZZ AMERICANO DIRETAMENTE DE PARIS ne me quite pas e aquele beijo de esquimo derretendo na casquinha tipo italiana porque será que o cinema não passa nenhum filme japonês enquanto um louco indiano me explica a fórmula mágica de ser e estar no mundo de dentro de um livro que provavelmente não continuarei a ler porque uma cerveja belga me espera em algum canto da cidade é claro que eu gosto de esfirras e de outras tantas coisas que se come com a mão A NOITE TÁ LINDA LÁ FORA fora desse sonho AMERICANO tambem ninguem fugiu enfaticamente para o México na cadência desse SAMBA CHORO SAUDADES bem brasileiras ou dessa história de amor MADE IN Taiwan E as únicas coisas que realmente acabaram foram os Beatles e a Copa e ninguém se lembra mais que Michael Jackson MORREU enquanto espera na fila do Shrek ou da VIDA que prossegue em cartaz EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO enquanto navios e aviões recortam meus olhos e meu coração espalhando pedaços ENORMES de você DO ALTO da terceira PONTE.
Fragmentos de histórias bem contadas e outros nem tantos ou nadas
Essa música amanhecendo na rádio não tem nada a ver com o espareicer do sol sobre a cama talvez o homem de voz vidrificada não tenha tomado sorvete de passas ao rum no meio da madrugada nem lambido imediatamente ao acordar os olhos do seu amor. Não quero pensar em nada que não tenha o aroma vaporoso de poemas que exigem ser lidos nu no escuro à beira da piscina. O teu cabelo tem cheiro de incenso e de tinta, fresca. Cazuza é aquele cara que me faz sair na chuva para buscar mais cerveja? Sei, também que você gosta do seu sempre com pouco açúcar e muuuuuita fumaça. Mar e amar é quando não dá nunca para saber direito se é azul ou verde. O Absinto tem gosto do azul, isso eu acho mesmo e tambem porque você não vem, ontem?
Em 23/10/2008 14:45, escreveu:
"....O EXPERIMENTO PRECEDE A CRIAÇÃO; A CRIAÇÃO ANULA E ABSORVE A EXPERIMENTAÇÃO DENTRO DE SI MESMA. O EXPERIMENTO SE FUNDE EM CRIAÇÃO, NÃO A CRIAÇÃO EM EXPERIMENTO" Renato Poggioli
E se eu capturasse todas essas imagens e as enquadrasse em um triangulo azul caberiam todas em um minuto preenchendo o vazio desses frames excessivamente saturados com a batida de uma soul music enquanto peixes psicodelicos recortados de um quadro nadam sobre elas no exato instante em que alguem em um segundo plano dá voltas em torno de si mesmo pronunciando continuamente apenas tres palavras a medida em que lembra e esquece. Mas que palavras seriam essas? Que palavras seriam sólidas o bastante para que sobre elas se pudesse construir(desconstruir) o que deveria ser uma vida mas é quase só um filme? (Depois de editado engavetado e quase esquecido)
Sim, eu sei, exata e científicamente o que é um frame e eu sei que a todo instante de que é feito um momento você pode perder alguem, sobretudo se esse alguem não for outro senão você mesmo...uma espera é feita de 35 cigarros sorvidos freneticamente entre goles de café alegrias de vinho e porres de cerveja. Tudo isso editado sem lineariedade ao longo de um dia uma tarde e um quarto de noite precisamente enquadrados dentro de um calendario que nunca foi usado exceto para não lembrar: o que não é igual a tudo na vida e serve exclusivamente para se ver (dá para fazer um filme, mas não dá para viver).
Eu continuo comprando garrafas de vinho e as pessoas continuam morrendo...pelo menos eu me lembrei como é que se vive e me lembro exatamente do dia em que escrevi essa carta que não era uma carta e sim um elemento de montagem. Eu até vejo eu, mas não era eu, era só eu num filme, não importa há quanto tempo atras.
P.s: Agora eu ja sei como seria se você não existisse: SERIA COMO SE VOCÊ EXISTISSE e eu tivesse me perdido de você
no vigésimo oitavo frame do filme ou,
nas entrelinhas dos 365 dias daquele calendário que eu mesma fiz
para você
E se eu capturasse todas essas imagens e as enquadrasse em um triangulo azul caberiam todas em um minuto preenchendo o vazio desses frames excessivamente saturados com a batida de uma soul music enquanto peixes psicodelicos recortados de um quadro nadam sobre elas no exato instante em que alguem em um segundo plano dá voltas em torno de si mesmo pronunciando continuamente apenas tres palavras a medida em que lembra e esquece. Mas que palavras seriam essas? Que palavras seriam sólidas o bastante para que sobre elas se pudesse construir(desconstruir) o que deveria ser uma vida mas é quase só um filme? (Depois de editado engavetado e quase esquecido)
Sim, eu sei, exata e científicamente o que é um frame e eu sei que a todo instante de que é feito um momento você pode perder alguem, sobretudo se esse alguem não for outro senão você mesmo...uma espera é feita de 35 cigarros sorvidos freneticamente entre goles de café alegrias de vinho e porres de cerveja. Tudo isso editado sem lineariedade ao longo de um dia uma tarde e um quarto de noite precisamente enquadrados dentro de um calendario que nunca foi usado exceto para não lembrar: o que não é igual a tudo na vida e serve exclusivamente para se ver (dá para fazer um filme, mas não dá para viver).
Eu continuo comprando garrafas de vinho e as pessoas continuam morrendo...pelo menos eu me lembrei como é que se vive e me lembro exatamente do dia em que escrevi essa carta que não era uma carta e sim um elemento de montagem. Eu até vejo eu, mas não era eu, era só eu num filme, não importa há quanto tempo atras.
P.s: Agora eu ja sei como seria se você não existisse: SERIA COMO SE VOCÊ EXISTISSE e eu tivesse me perdido de você
no vigésimo oitavo frame do filme ou,
nas entrelinhas dos 365 dias daquele calendário que eu mesma fiz
para você
Hoje eu comprei uma garrafa de vinho e um homem morreu
Também aconteceu nada e um cigano leu minha mão
Muita gente telefonou
Nem pensei em você, amor
Eu comprei uma garrafa de vinho e um homem morreu
Veio aqui uma moça doente que era linda por dentro
Muita gente telefonou
Me encontro saudável e só tenho o lado de fora
Também aconteceu nada e você não tava na mão
que o cigano leu
Comprei uma garrafa de vinho e um homem morreu
Escrevo nas costas
da alma ou da mão
sem qualquer razão
Também aconteceu nada e um cigano leu minha mão
Muita gente telefonou
Nem pensei em você, amor
Eu comprei uma garrafa de vinho e um homem morreu
Veio aqui uma moça doente que era linda por dentro
Muita gente telefonou
Me encontro saudável e só tenho o lado de fora
Também aconteceu nada e você não tava na mão
que o cigano leu
Comprei uma garrafa de vinho e um homem morreu
Escrevo nas costas
da alma ou da mão
sem qualquer razão
Era uma vez
"- E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.(Silêncio)- Mas não seria natural.- Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.- Natural é encontrar. Natural é perder.- Linhas paralelas se encontram no infinito.- O infinito não acaba. O infinito é nunca.- Ou sempre.(Silêncio)"
Caio Fernando Abreu
Era uma vez muitas coisas que ela deveria ter dito a ele naquela tarde em que eles eram uma vez antes de se partirem em muitas coisas que ela deveria ter dito a ele uma vez antes de se partirem e serem só a tarde em que eles eram muitas coisas que ela deveria ter dito a ele uma vez e agora era tarde e era só a tarde além da vidraça, pensa: a moça que lê sonetos no ponto de ônibus talvez não saiba nada sobre sextilhas tercetos quartetos e decassílabos mas deve ter um amor num raio de vinte quilômetros mas ela não era a moça no ponto de ônibus e não lia mais sonetos e não tinha um amor num raio de vinte quilômetros e talvez nem tivesse um amor desejou desatar o nó da garganta das muitas coisas que ela deveria ter dito a ele uma vez mas agora era tarde era só a tarde além da vidraça percebeu que ela própria era uma vez e era as muitas coisas que ela deveria ter dito a ele naquela tarde em que eles eram e agora era só essa tarde e ela era só à tarde ela era a tarde e era tarde: Era uma vez muitas coisas que ela deveria ter dito e talvez nunca dissesse
-caberia o amor num SMS?
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